TEXTO ESCRITO POR RAYAN GALDINO
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Severo...por favor.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤHouve um pequeno intervalo de tempo. Ambos se encaravam. Snape fitava Dumbledore. Ele sabia que precisava ser feito. Ergueu a varinha e apontou-a diretamente para o peito do Diretor. Seu rosto estava contorcido em ódio.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Avada Kedavra!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤUm lampejo verde cortou o ar na direção de Dumbledore. Ele não reagiu. Quando a maldição o atingiu, houve uma forte luz que o cegou. Ele pairou no ar por algum instante e sentiu deixar o próprio corpo. Agora mergulhava em algum lugar muito bonito.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEstava defronte para sua antiga casa, em Godric’s Hollow. Havia uma comprida trilha que contornava todo o povoado. Nela, logo a frente, alguém o esperava. Ele semicerrou os olhos e viu o rosto familiar de Ariana, que acenava alegremente para ele.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Alvo!– ela disse e sua voz ecoou por todo o lugar. Só haviam os dois ali. Sua irmã estava radiante e cheia de luz.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle se aproximou, sentindo-se feliz ao vê-la. Seus olhos imensamente azuis repousados em seu rosto angelical e sorridente.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você vem? Mamãe e papai estão nos esperando.– estendeu-lhe a mão. Então juntos seguiram pela trilha comprida.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤDumbledore nunca vira Ariana tão feliz e sentia-se bem em vê-la assim. Não dissera nenhuma palavra desde que chegara ali.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Ariana.– ele disse e sua voz estava rouca e emotiva.– Que bom que está aqui.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEla o puxava pela mão esquerda.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– É bem bonito, não é? Este lugar. Eles o chamam de O Caminho. Eu estive te esperando.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Eu agradeço pela sua compaixão por um pobre velho.– ele disse sorrindo também.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤMas seu pensamento estava distante. Nos que ele deixara para trás. Em seu passado obscuro. E sentia-se extremamente mal. A escuridão se fechou em torno dele e Ariana pareceu se afastar. “Alvo?” sua voz doce chamou por ele, mas ela ecoou e foi sumindo até que ele se perdeu na penumbra que o cercava.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤViu-se numa sala comprida e mal iluminada. O fogo estalava em uma lareira. Haviam poltronas e janelas com pesadas cortinas de veludo. Também um grande tapete ocupava quase toda a sala.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAli, a sua frente, ele viu três pessoas. Aberforth, seu irmão discutia com um homem loiro de cabelos em cachos. Ambos pareciam realmente irritados enquanto o terceiro tentava controlar a situação. Este último era alto e possuía um cabelo comprido e ligeiramente avermelhado. Seus olhos azuis se moviam de um lado para o outro. Era o próprio Dumbledore em sua conturbada juventude.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Parem vocês dois. Que discussão infantil. – sua voz soou calma embora forte e clara.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Diga a ele, Alvo. Diga a ele que não pode impedir nossos planos. Sua visão limitada o impede de enxergar o futuro! Tudo o que temos feito e tudo o que não temos é por um bem maior!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Bem maior? Vá te catar, Gerardo! Alvo...– disse Aberforth tentando restaurar a calma.– Alvo. Você está esquecendo Ariana. Nós somos a família dela!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Ariana faz parte dos nossos planos.– disse Alvo calmamente.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você não vai levá-la, não seja tão estúpido e egoísta!– berrou Aberforth. Sua têmpora palpitava e seu rosto estava vermelho de fúria.– Não vou deixar que você a leve para a morte!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Alguns sacrifícios devem ser feitos para...– começou Grindelwald. Mas antes que pudesse terminar, foi atingido por um lampejo no peito que o fez cair sentado na poltrona mais próxima.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAberforth estava com a varinha apontada para ele. Seus olhos, azuis como o do irmão, lampejavam inflamados como cristal líquido. Ele parecia terrivelmente zangado. O bruxo loiro sacou sua varinha e se levantou, furioso. Disparou um único lampejo contra Aber que se esquivou. Os dois então começaram a trocar feitiços, destruindo aos poucos, a sala de estar da casa dos Dumbledore.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAlvo, por sua vez, tentava interpor-se entre os dois, bloqueando seus feitiços. Agitava sua varinha conjurando escudos incolores e encantamentos de dissipação mágica. “Parem, seus tolos!”, ele berrava. Aberforth ainda desviava dos feitiços de Grindelwald, mas este último não parecia disposto à ouvir Alvo. Sentia que seu irmão mais novo era um obstáculo. Um obstáculo que precisava ser aniquilado.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Avada Kedavra.– Ele mirou Aber que se atirou atrás da estante das lousas. O lampejo verde explodiu na parede e deixou uma marca escura ali.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAlvo não suportou vê-lo atacar seu irmão. Sentiu o ódio e a ambição de Grindelwald. Ele era seu melhor amigo, mas não parecia se importar com o resto. Sentiu um peso enorme ao perceber que estava errado: Ariana era a coisa mais importante. Não haveria Bem Maior do que cuidar da própria família. Então jurou a si mesmo que defenderia seu irmão e sua irmã até a morte. Ergueu a varinha mirando Gerardo e antes mesmo que pudesse pronunciar a fórmula aconteceu.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤUma longa língua de fogo emergiu da ponta e se enroscou na mão armada de Grindelwald. Este berrava com a dor do fogo marcando-lhe. Então o fogo se dissipou. Aberforth se levantou. Alvo tremia, irado.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você mentiu para mim, Gerardo.– ele disse. Sua voz saiu forte e sombria, como nunca. Até mesmo seu irmão o olhou, receoso.– Você tem me enganado todo este tempo. E cego, tenho concordado com seus absurdos. Mas não vou tolerar que você tente ferir minha família.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤGrindelwald estava surpreso e furioso. Suspirou e sacou a própria varinha.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Alvo. Você me atacou. Se me pedir perdão, eu esqueço isso e nós vamos embora daqui já. Mas se não o fizer, eu...
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤO outro girou a varinha. Houve um estampido alto e um lampejo atingiu o rosto de Gerardo que guinchou de dor. Alvo havia lhe socado o rosto com um feitiço. Aber sorriu agradado.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Ora, até que enfim. Eu queria ver a cara feia desse paspalho partida no meio.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤGrindelwald disparou incontáveis maldições contra os irmãos Dumbledore, que se esquivavam agilmente. Os lampejos se cruzavam no ar e se fundiam. Clarões brilhavam na parede da sala de estar, quase inteiramente destroçada. Na escada, uma garotinha expressava desespero e terror, erguendo as mãos para os três bruxos sem se mover ou dizer qualquer coisa.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Já chega, Abe!– berrou Dumbledore.– Saia daqui já! Leve Ariana! Vá logo!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Não, Alvo, esse cara ia dizer que a morte dela serviria aos propósitos dele! Eu quero vê-lo morto!
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤHouveram mais lampejos. Verdes, vermelhos, azuis e negros. Ricocheteavam nos porta-retratos, nos enfeites e arranjos florais. A cortina estava em chamas e as paredes encardidas.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Vão logo antes que eu decida impedi-los, seu tolo.– disse Gerardo que estava diabólico e inflamado pela raiva.– Não vê?! Esse é o desejo dele! Ele quer ir comigo e deixá-los! Ele entende que é tudo para o Bem Maior!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAberforth olhou para o irmão.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– É verdade, Alvo? É isso o que você quer?!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle não respondeu. Estava arfando, com a mão estendida.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Seu idiota!– berrou Abe.– Você ainda está cego! Ainda não abandonou seus planos, não é?! Hum? Responda-me!
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle disparou um feitiço conta Alvo que se defendeu com um escudo mágico. Gerardo aproveitou-se e disparou uma maldição contra Aber que se esquivou e lançou outro lampejo contra Gerindelwald. Então os três bruxos começaram a se atacar e a se defender – com exceção de Alvo que não ousou atacar seu irmão mais novo –, e os lampejos e clarões das maldições e contrafeitiços continuaram.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Não...– a voz rouca e baixa de Ariana não foi o suficiente para que eles pudessem parar. Ela desceu as escadas com as mãos erguidas e se aproximou arrastando passos. Apenas Aber pareceu notar sua irmã ali.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– ARIANA NÃO! VOLTE LÁ PARA CIMA AGORA!
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle rebateu um feitiço lançado por Grindelwald que também se defendia de Dumbledore, que posteriormente foi atacado por Aber. Os clarões se misturaram no espaço entre eles. Um dos lampejos explodiu no ar na direção de Ariana e ela foi impactada e lançada para longe. Seu corpo frágil caiu no chão e houve uma grande explosão na sala que estourou as escadas. A mais jovem da família Dumbledore estava inerte no chão. Seus olhos não tinham vida e suas lágrimas desciam-lhe pelo rosto pálido e delicado.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤOs três se espantaram. Alvo e Aberforth correram até ela, tropeçando nos destroços da casa. Choravam incrédulos. Grindelwald não disse nada. Baixou a varinha, lançou-lhes um último olhar inexpressivo e seguiu para fora da casa.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤA penumbra escura envolveu toda a casa e ela desapareceu. Então, recomeçou a se dispersar e surgiu uma manhã clara e serena. Havia um cemitério verde, atrás de uma pequena capela. Também era possível ver lápides em mármore branco e árvores baixas. Flores se abriam em torno da trilha tortuosa. Pessoas se reuniam em torno de um pequeno túmulo coberto de flores onde havia uma placa recém-colocada, onde se lia:
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle se aproximou de Alvo e abruptamente, deu-lhe um soco no nariz. O outro grunhiu baixinho e caiu no chão, segurando o nariz que gotejava seu sangue vermelho. Todos se afastaram, pasmos e indignados, esperando a reação de Alvo. Mas ele apenas se levantou, olhou para o irmão que bufava furioso e se afastou.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ ㅤㅤㅤ– ISSO TUDO É CULPA SUA! É CULPA DE VOCÊS DOIS! É...É NOSSA CULPA! – Aber chorava. Caiu no chão de joelhos e o céu começou a se enegrecer com nuvens cinzentas que anunciavam uma chuva, como um lamento do céu.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤOutra vez, a fumaça negra envolveu todos os que ali estavam. Engoliu o cemitério em escuridão e foi se desfazendo lentamente até se transformar em uma noite negra e gélida. Havia uma grande torre com grandes portões de bronze, onde havia um símbolo estranho, encimado pela frase “Pelo Bem Maior”.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAlgumas pessoas, todas mal vestidas, sujas e com expressões cansadas e tristes saíam pelos portões que se abriam. No topo da torre, dois homens discutiam e duelavam. Alvo Dumbledore segurava sua varinha, seu cabelo se tornara ligeiramente grisalho e sua barba estava mais comprida. O outro era um bruxo loiro, embora seu cabelo tivesse um punhado de fios esbranquiçados e seu rosto era magro e sem dúvida alguma, maquiavélico.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você sabe que eu não vou perder, não sabe, Alvo?– Gerardo ria-se sombriamente.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤMas Dumbledore não respondeu. Apenas girava sua varinha e fogo jorrava da ponta dela. Grindelwald se defendia com água conjurada. Lançava sobre Alvo, estilhaços da torre semidestruída.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Bombarda Maxima!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Incendio Erupto!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Partis Temporus!
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Avada Kedavra!
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤTrocavam feitiços perigosamente. Ambos ardilosos em vencer a batalha, desejando a morte um do outro. O ódio e o ressentimento queimava em seus corações, transformando-os em bruxos irracionais e terríveis. Os que fugiam da torre, lançavam olhares assustados para o topo antes de desaparecerem na sombra da floresta à frente. Um vento gélido e desagradável soprava ali. Espectros encapuzados surgiam aos poucos, aproximando-se deles e da torre de Nurmengard.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤMas algo aconteceu. Uma força incomensurável surgiu no coração de Alvo Dumbledore ao se lembrar de sua irmã sorrindo para ele e dançando alegremente nos jardins defronte sua antiga casa, em Godric’s Hollow. Ele ergueu a varinha, concentrando-se nesta lembrança e eis que uma grande e imponente fênix prateada surgiu. Ela silvou e mergulhou no ar, cegando Grindelwald e afastando os espectros encapuzados. A força crescia continuamente no coração de Dumbledore.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ“Você não deve fazer isso por vingança. Deve fazer isso para protegê-los da escuridão.” Disse uma voz que ecoou dentro dele. Agora haviam inúmeros cadáveres se arrastando pelas escadas até o topo. Era uma cena macabra e horrível demais. Mas Alvo não temeu. A fênix continuou afastando os dementadores e distraindo Grindelwald que cobria os olhos.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ O bruxo então conjurou um grande leão de chamas que rugiu alto e saltou sobre os cadáveres. Ele foi se desfazendo até que se tornasse apenas um grande círculo de fogo que desintegrava tudo o que tocava e se tornava cada vez mais perigoso. Dumbledore se tornara um bruxo poderoso agora. Podia desarmar Gerardo se desejasse e matá-lo no mesmo instante. Mas não o fez. Expandiu o círculo de chamas douradas e elas consumiam a torre e tudo em torno dos dois bruxos.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Agora somos apenas eu e você, Gerardo.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Minha morte não vai trazê-la de volta, vai Alvo? Hein?
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Não, não irá.– retrucou Dumbledore.– Não faço isso por ela. Faço isso pelo Bem Maior.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤHouve um novo clarão e as chamas se transformaram em grades e colunas de fogo em torno de Grindelwald que estava esticado no chão como se correntes prendessem seus braços e pernas ao chão, deixando-o imóvel. Sua varinha estava no chão. Alvo se aproximou com a varinha apontada para o rosto de seu adversário.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Não termina assim tão fácil. Você nunca foi e nunca será mais poderoso do que Gerardo Grindelwald! NUNCA!– ele tremia furioso.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Talvez não.– disse Alvo.– mas nós dois sabemos que o que você possui jamais será usado novamente. Estupefaça!
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤO lampejo atingiu-lhe em cheio no rosto e Grindelwald estava agora desacordado. As chamas se dissiparam e a parede se refez enquanto Dumbledore restaurava o topo da torre. Então ele fez com que grossas barras de ferro brotassem ali e conjurou inúmeros feitiços de proteção que formaram uma barreira mágica.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Rennervate.– ele mirou Gerardo que apesar de acordado, estava zonzo e pouco consciente. Então ele seguiu para as escadas mas antes que pudesse deixar Nurmengard ouviu uma voz baixa e sinistra chamando pelo seu nome.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤA voz provinha do chão, próxima de onde estava a varinha de Grindelwald. Dumbledore se aproximou e ergueu-a no ar. Ela disparou fagulhas luminosas que se dissiparam no ar. Fitando-a duvidoso, ele lançou um olhar à um canto escuro da sala, onde alguém o olhava, sob um capuz negro. Ele imaginou que fosse mais um dementador, mas por fim,concluiu que a aparição era algo pior e muito mais sombrio do que tais criaturas. Os olhos brilhavam na escuridão e fez com que os pelos da nuca de Alvo eriçassem.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ“Ela está em suas mãos agora.”, disse a voz. A forma encapuzada desapareceu na sombra e ele continuou lá a fitar a varinha. Por fim guardou-a e desceu as escadas, pensativo e um pouco assustado. Quando passou pelos portões de bronze que se fecharam com um estrondo alto às suas costas, ele voltou-se para as inscrições no metal.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ“Pelo Bem Maior”, era o que estava escrito sobre um estranho símbolo, o qual ele reconhecia agora:
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤO ar frio e sinistro soprou ainda mais forte agora. Dumbledore seguiu para a floresta desejando, em seu íntimo, nunca ter visto aquela misteriosa e macabra criatura. Deixou Nurmengard e Grindelwald trancado lá para sempre, jurando enterrar ali também, aquela lembrança.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Alvo?– chamou a voz de Ariana. Ela estava distante, mas parecia cada vez mais próxima.– Está pronto? Estamos chegando.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤA penumbra escura foi se dispersando até dar forma à Godric’s Hollow luminosa e agradável. Sua irmã reapareceu, segurando sua mão, sorridente.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você está bem?
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Sim.– ele voltou a si e sorriu, embora sentisse a sombra daquelas lembranças perturbá-lo ali.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Você deixará tudo para trás. Tá bem? Temos que ir. Eles nos esperam.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEstavam chegando ao fim da trilha. Ali havia um arco por onde a luz penetrava no Caminho. Então, ela apertou a mão dele e avançou um passo.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Ariana, espere.– Dumbledore pediu. Voltou-se para a irmã e acariciou-lhe o rosto.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Sim?
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEle continuou a fitá-la, cheio de dúvidas. Então olhou para a luz infinita que provinha do arco.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– Ah, não é nada. Apenas não me lembro de ter visto algo tão belo assim em toda a minha vida. Fico feliz em vê-la de novo.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤAriana sorriu.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ– É bom te ver também.– ela segurou sua mão com firmeza.– Agora venha. Papai e mamãe ficarão felizes em vê-lo também.
ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEles seguiram para a luz e foram tomados por ela. Alvo Dumbledore desapareceu pelo arco, acompanhado de sua irmã, desejando não deixá-la nunca mais. Mas então ele soube que o que desejara havia sido feito e que em breve tudo seria consumado. E suas ações e consequências, todas elas, tinham um propósito. O propósito pelo qual ele lutava desde sua juventude. Fizera tudo o que pudera, no fim, pelo Bem Maior.

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